quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Em Quem Acreditar?

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"Miniconto criado hoje, na sala de aula, por falta do que fazer...

Escrito em menos de uma hora, sem passar por revisão detalhada... Só um mais ou menos mesmo...

Uma tentativa meio mal-sucedida de historinha de terror, mas lá vai... -_-''



Em Quem Acreditar


Dia de sol, céu azul, límpido e sem nuvens. Mas isso não importava. Estava partindo para Niflheim. Meu marido tinha participado de uma expedição ao reino dos mortos, uma semana atrás, e não voltara ainda. Simplesmente desaparecera. Consegui contatar seus companheiros da viagem, e eles estarão esperando-me na fronteira entre a Fonte de Hvergelmir e Skellington.


A pequena aventura da aldeia da tribo Wootan até a entrada de Niflheim, passando pelo Tronco de Yggdrasil, foi curta e rápida. Queria encontrar logo meu amado, e verificar se estava são e salvo. E isso fazia-me apressar os passos, inconscientemente.


Porém, ao chegar, tive que me contentar com mais uma má notícia. Dos treze membros que faziam parte do grupo, restou doze. Ou seja, faltou um, e, não sabia se era por azar ou alguma outra coisa, quem faltara era justamente ele.


Segundo o líder do grupo, já no primeiro dia, receberam ataques de inimigos desconhecidos. Durante a batalha, meu marido voluntariou-se a fazer um contra-ataque praticamente suicida. Todos tentaram fazê-lo mudar de idéia, mas não conseguiram. O feito foi um sucesso, e conseguiram sobreviver, com a exceção de uma única pessoa, desaparecida até então. Ficava espantada com a frieza no tom dos aventureiros, quando narravam a história, mas não os culpo. Deviam ter passado por muita coisa estes dias.


Mesmo assim, juntei-me a eles, com esperanças de encontrá-lo. Porém, essas mínimas esperanças sumiam pouco a pouco, assim que íamos atravessando a terra de rochas e gelo. Era quase impossível sobreviver a essas condições naturais tão extremas, ainda mais sem nenhum colega para ajudá-lo.


Acampamos num canto da Vale de Gyoll. Não quiseram acender uma só fogueira, mesmo num ambiente tão frio. Justificavam de que os monstros daqui eram diferentes das bestas usuais que conhecíamos, e que o fogo, além de não espantá-los, os atraem, expondo o grupo inteiro em perigo. Simplesmente arrumavam seus próprios sacos-para-dormir, e cada um acostava-se num lugar, seja numa rocha ou árvores secas e mortas.


Meu sono era interrompido várias vezes por barulhos estranhos. Não sei se era paranóia ou problema só minha, mas, algumas vezes, abria os olhos e via algum membro observando-me. Mas não quis incomodá-los com perguntas desnecessárias.


Algum tempinho depois, levantei-me, pois não conseguia dormir direito. Andei algumas dezenas de passos, ainda a uma distância mais ou menos segura, e olhava para o abismo sem fundo característico no local. Foi quando...


- Vamos! Corre!


Alguém segurava meu braço. Sua mão estava gelado. Virei a cabeça e vi o rosto que tanto conhecia, mas desconhecia ao mesmo tempo. O homem que tanto amava estava lá, com ferimentos, terra e sangue cobrindo o corpo inteiro. Estava um pouco mais magro, e seus olhos estavam muito vermelhos. Mas o que mais me assustara era sua expressão na cara nunca antes vista, repleta de terror, cansaço e nervosismo. Não pude conter meu espanto e gritei.


- Corre! Vamos fugir daqui! - ele insistia. Mas eu simplesmente não sabia como reagir àquilo. - Não estou morto! Fomos atacados no primeiro dia da expedição, e, fora eu, todos morreram! Corre! Antes que descubram!


E agora. Em quem devo acreditar?


Fim

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